Ação e Eficácia da Prece

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Prece: 4.1. Estímulo-Resposta; 4.2. Maneira de Orar; 4.3. Razão da Prece. 5. Ação: 5.1. Entendendo a Ação; 5.2. Pensamento; 5.3. Ondas Mentais. 6. Eficácia: 6.1. Eficiência e Eficácia; 6.2. Causa e Efeito; 6.3. O Auxílio Espírita. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada. 

1. INTRODUÇÃO

O que é a prece? Qual sua ação? No que se fundamenta a sua eficácia? Toda prece tem valor? Qual o melhor tipo de prece? Sabemos orar com perfeição?

2. CONCEITO

Prece. É o ato de comunicação do ser humano com o sagrado, que pode ser Deus, os deuses, a realidade transcendental ou o poder sobrenatural.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A crença em algo superior não é dos tempos presentes.

No Totemismo, a mais antiga das religiões, a crença referia-se à espécie de seres ou de coisas que todos os membros de um clã julgassem sagrados: pedras, animais e vegetais.

Na Idade Média, muitas bruxas foram queimadas por terem um suposto pacto com o diabo.  

A fé sempre foi mais cega do que raciocinada.

Allan Kardec descortina-nos um novo marco, ou seja, a fé tem que ser raciocinada, pois quanto mais se raciocina mais se crê com compreensão.

4. PRECE

4.1. ESTÍMULO-RESPOSTA

A prece é um estímulo que enviamos ao Alto. Como o Alto nos responde? Por meio do alívio e amenização de nossas dores, de nossos sofrimentos.

4.2. MANEIRA DE ORAR

Entre no seu quarto, feche a porta, e eleve o seu pensamento a Deus. Faça-o para um pedido, um agradecimento ou um louvor ao Criador.  

4.3. RAZÃO DA PRECE

Devemos sempre orar porque a oração traz a paz de Espírito. A prece é como um refrigério para os nossos problemas.

5. AÇÃO

5.1. ENTENDENDO A AÇÃO

Ação é a manifestação de uma força, de uma energia. Disposição para realizar algo. Distingamos sempre os meios dos fins de uma dada ação. Não há necessidade de estarmos fisicamente no mercado para fazer grandes vendas. Com um telefone à mão, podemos realizar mais negócios do que todos os mercadores na praça pública. Lembremo-nos de que toda ação tem a sua reação.

5.2. PENSAMENTO

Muitos pensam que pensam, mas não pensam. Einstein já nos alertava de que as pessoas que leem demais adquirem a preguiça de pensar. O pensamento é o veículo dos nossos sentimentos, do nosso ser; é por ele que nos pomos em contato com outros seres humanos.

5.3. ONDAS MENTAIS

Ora somos emissores ora receptores do fluxo mental. O Espírito André Luiz, em Os Mecanismos da Mediunidade, trata das ondas, percepções, fluido cósmico, reflexos... Emitindo um pensamento, entramos em contato com todos os pensamentos que se lhes assemelham. Evitemos, assim, a queixa, as críticas e os julgamentos precipitados.

6. EFICÁCIA

6.1. EFICIÊNCIA E EFICÁCIA

A eficiência seria o ato de “fazer certo as coisas”, enquanto que a eficácia consiste em “fazer as coisas certas”.

Exemplo: um homem que cava um poço com perfeição realiza um trabalho com eficiência; um homem que sabe o local correto para cavar o poço e achar água executa um trabalho com eficácia.

6.2. CAUSA E EFEITO

Somos o resultado de nossas ações presentes e passadas. A isto chamamos de lei do carma, causa e efeito, ação e reação etc.

Observe a questão 663 de O Livro dos Espíritos. As preces que fazemos por nós mesmos podem modificar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso? Não. Mas Deus leva em conta a nossa resignação. A prece tem o condão de atrair os bons Espíritos, que poderão nos dar força para suportá-las com coragem.  

6.3. O AUXÍLIO ESPÍRITA

Jesus, quando esteve entre nós, curou muitos enfermos. Essas curas eram chamadas de milagres. Contudo, nunca derrogou as leis naturais. Muitas vezes somos aquinhoados por uma cura, não porque houve um milagre, mas porque houve um merecimento, merecimento pelo tempo decorrido, pelas nossas ações no bem, entre outras.  

Exemplo de ajuda espiritual: um homem, perdido no deserto, sofre tremenda sede e deixa-se cair ao chão. Roga ao Alto, mas não vê nenhum anjo lhe trazer água. Um bom Espírito lhe sugere seguir uma determinada vereda. Chega a uma elevação e descobre um riacho.

7. CONCLUSÃO

Saibamos orar. Não há necessidade de muitas palavras, pois a intenção pesa muito mais. Observe a prece do preto-velho, que simplesmente dizia: “Preto-velho chegou”.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.

São Paulo, fevereiro de 2019.

 

 

Copyright © 2010 por Sérgio Biagi Gregório
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