Curso de Expositor Espírita

Como Estudar e Como Aprender

Como Preparar um Tema

O Discurso

O Discurso Oratório

Roteiro para Montagem de uma Palestra

Esquema Gráfico do Discurso

Confiança e Determinação

Dicção e Impostação da Voz

Exercício de Respiração e Dicção

Exercício de Respiração e Dicção

Gestualidade

Linguagem e Comunicação

Exercício: Memória e Enriquecimento Vocabular

Métodos de Ensino

Relação de Temas para o Exercício da Oratória

Bibliografia Consultada

COMO ESTUDAR E COMO APRENDER

·      CONCEITO

     Estudar é concentrar todos os recursos pessoais na captação e assimilação de dados, relações e técnicas conducentes ao domínio de um problema. Aprender é obter o resultado desejado na atividade do estudo. Significa, também, adquirir um comportamento novo ou modificar os já adquiridos.1

·      PRINCÍPIOS

     O tema comporta três princípios fundamentais:

     1º)     é preciso que a pessoa sinta necessidade de adquirir conhecimento - instrução que não é desejada, é educacionalmente negativa;

     2º)     que aprenda a fazer as coisas, fazendo também - nossas experiências são a base de nossos pensamentos;

     3º)     parta do conhecido para o desconhecido - isto é, do simples para o complexo.[2]

·      TÉCNICA

     Há muitas. Cada um deve escolher a que melhor se adapte. Importa aqui salientar o processo do estudo / aprendizagem:

     1º)     apreensão e captação dos dados: deve ser feita mediante o maior número possível de vias sensoriais: visão, audição, tato, paladar e olfato;

     2º)     retenção e evocação deles: não se trata de tomar nota e memorizar, mas de reconstruir e colocar sistematicamente, através de um critério pessoal, esses dados, e de expressá-los de modo mais claro e coerente possível;

     3º)     elaboração e integração dos conceitos e critérios resultantes: a cada passo de aprendizagem deve haver a integração do conjunto conceitual adquirido, no campo mais amplo, total, da disciplina que se estuda;

     4º)     aplicação dos mesmos à resolução de novos problemas: de nada serve o conhecimento da verdade, se logo não se ajusta a ação vital a esse conhecimento. 1

·      OS FATORES BÁSICOS DA APRENDIZAGEM CULTURAL

     1º)     As Atividades Associativas - o mundo psíquico, não há possibilidade de “ILHAS”: quanto mais extensa e variadamente tenhamos conectado um dado novo com outros bem conhecidos, tanto mais fácil e seguramente poderemos evocá-lo;

     2º)     As Integrações Significativas - o ato de descobrir os sentidos de uma série de sucessões de termos;

     3º)     Idéias Diretrizes - muitos estudantes não aprendem, porque ignoram o que devem aprender;

     4º)     As Motivações - aprender uma coisa para satisfazer uma vaidade ou capricho, não é o mesmo que aprender para atender a uma necessidade vital peremptória;

     5º)     Busca de Respostas Apropriadas - a aprendizagem não se realiza de um modo continuado e uniforme, mas de modo descontínuo e, até certo ponto, irregular, ou seja, por acréscimos progressivos de diversos valores. 1

·      ENSINO / APRENDIZAGEM

     O orador deve provocar o interesse e o esforço do ouvinte. Cuidar para que não haja excessiva diversidade de assuntos, porque prejudica a concentração e dificulta o aprofundamento do tema proposto.

QUESTÕES

1) Que significa estudar? E aprender?

2) Quais os princípios fundamentais do ensino?

3) Como se processa a relação estudo / aprendizagem?

4) Quais são os fatores básicos da aprendizagem cultural?


COMO PREPARAR UM TEMA

As fases de preparação de uma palestra podem ser assim resumidas:

1ª)    ESCOLHA DO TEMA

          Para que um assunto desperte interesse, quatro considerações serão feitas:

          1ª)  recursos próprios - abordar tema difícil, somente quando dispuser de tempo para pesquisá-lo;

          2ª)  circunstância - a palestra deverá ser uma curva que passa, ora mais próximo, ora mais distante do centro de interesse da assistência;

          3ª)  público - deverá o orador auscultar as características e as necessidades dos ouvintes: cultos ou não, especializados ou heterogêneos, muitos ou poucos;

          4ª)  inspiração - caso tenha dificuldade em definir o tema, solicitar o auxílio dos benfeitores espirituais.[3]

2ª)    PESQUISAS NA BIBLIOGRAFIA DISPONÍVEL

          Selecionar textos referentes ao tema para serem posteriormente estudados. Não exagerar na escolha dos mesmos, pois uma quantidade demasiada inviabilizará, até certo ponto, uma palestra simplificada. A biblioteca do expositor espírita deverá conter variadas obras: espíritas, religiosas, espiritualistas e literárias de um modo geral. 3

3ª)    ESTUDAR AS PÁGINAS ESCOLHIDAS

          Antes de iniciar o estudo dos textos, o expositor deve tomar de uma folha avulsa de papel, destinada a anotações, visando já à estruturação da palestra. É a  “Folha de Idéias”. Tomar o cuidado de não escrever demasiadamente. Há que se diferenciar IDÉIA DA PALAVRA. Idéia é espírito; palavra é corpo. Idéia é pensamento; palavra é sinal gráfico. Quando se recomenda “anotar idéias”, fala-se em encarná-las no mínimo de palavras possível. Evite frases inteiras, a não ser as indispensáveis. Em seguida, anote, abreviadamente, o endereço bibliográfico da idéia, para eventual consulta posterior. 3

4ª)    FORMULAR A IDÉIA-MÃE

          A Idéia-Mãe é um pensamento único, expresso numa frase simples, clara e, se possível, direta, e que resuma a essência do que se quer provar ou demonstrar através da palestra inteira. Em torno dela e/ou em direção a ela se encaminharão todos os assuntos e ilustrações. Obs.: A idéia-mãe não deve ser confundida com o tema, que é o assunto da palestra. A idéia-mãe é a definição, objetivo específico dentro do tema. Ex.: Tema: Obsessão. Idéia-Mãe 1 - “A cura da obsessão está ligada à evangelização do obsidiado”. Idéia-Mãe 2 - “O obsessor é um irmão desencarnado em desequilíbrio, a quem devemos auxiliar”. Idéia-Mãe 3 - “Nós somos os causadores das obsessões que vos vitimam”. 3

5ª)    ESBOÇAR E ESCREVER A PALESTRA

          De posse da estrutura do discurso que veremos adiante, concatenar, de maneira lógica e coerente, as idéias selecionadas. Escrever a palestra esboçada é facilitar o encadeamento lógico das idéias. Além disso desenvolve no orador a memorização profunda da seqüência organizada. 3

IMPORTANTE:

Chegado neste ponto, o candidato a expositor deve manter-se atento para o auto-aprimoramento constante, cadenciando as cinco fases da preparação, até que se sinta seguro na utilização dos diversos métodos.

QUESTÕES

1) Como escolher um tema?

2) Como selecionar os textos para pesquisa?

3) De que maneira se deve estudar as páginas escolhidas?

4) Quais as implicações na formulação da idéia-mãe?


 

O DISCURSO

·      POLIVALÊNCIA DE SENTIDOS

     Do latim discursu(m). Ação de correr por ou para várias partes. Discorrer sobre vários assuntos. No plano da oratória, designa a elocução pública, que visa a comover e persuadir. Assume a denotação de “tratado”, “dissertação”, ou equivalentes, como, por exemplo, o Discurso do Método de Descartes. Em Filosofia, o adjetivo “discursivo”, oposto ao “intuitivo”.[4] Ainda: no “discurso científico” o animal não fala, mas no “discurso da fábula”, sim.

·      GÊNEROS ORATÓRIOS

     São as relações existentes entre o orador e o auditório. Depois de ouvido um discurso, o público reage de duas formas:

     1º)     como mero espectador, apreciando ou não o que foi dito;

     2º)     após a exposição, vota a favor ou contra.

     Neste sentido, há três gêneros:

     1º)     laudatório - o público assiste ao discurso sem participação objetiva. Pergunta, discute, mas não decide;

     2º)     judiciário ou forense - depois da elocução, julga sobre um fato passado (envolve noções de justo e de injusto);

     3º)     politíco - após a explanação, julga sobre um fato futuro. Num sentido amplo, todo o discurso é político, porque todos visam ao bem comum.[5]

·      RETÓRICA, ORATÓRIA E ELOQÜÊNCIA

     As três palavras derivam de diferentes raízes, mas todas significam falar. Retórica é palavra grega e as duas outras procedem do latim.

     Retórica - esta palavra se origina da substantivação do adjetivo feminino retórica pela elipse do substantivo - técnica. Técnica retórica = retórica.

     Oratória - forma-se à imitação da palavra Retórica que ela traduz. É um adjetivo substantivado  pela  elipse da palavra arte, que equivale à palavra técnica. Arte oratória = Oratória.

     Eloqüência - constrói-se sobre o adjetivo “eloquens” = eloqüente e se liga ao verbo “eloqui” = falar, falar com arte, com elegância, com riqueza. Eloqüência - apresenta sempre um sentido positivo e elogioso; Retórica - eventualmente apresenta sentido negativo e pejorativo e, nesse caso, se usa em oposição à eloqüência. 5


 

·      DISCURSO DIALÉTICO

     A Sofística argumenta com juízos falsos, portanto, não é retórica; a Analítica pressupõe juízos de ciência, também não é retórica. Não se persuade ninguém que dois mais dois são quatro; o Dialético - o conhecimento dialético se consegue através de raciocínios prováveis e se chega ao estado de opinião. Portanto, toda vez que, diante de uma dúvida, não possamos chegar à certeza (à ciência), mas a probabilidades, estamos diante de uma questão dialética, objeto do discurso retórico.5

·      O AUDITÓRIO

     O discurso é um texto que um orador pronuncia diante de um auditório, para persuadí-lo a respeito de uma questão provável. Por isso, precisa conhecer o melhor possível o contexto sociológico e psicológico do auditório. Deve estudar a psicologia das massas e das multidões, para atingir a todas as pessoas da platéia.

QUESTÕES

1) Dê os vários significados da palavra discurso.

2) Quais os três gêneros do discurso? Explique-os.

3) Retórica, oratória e eloqüência. Compare-as.

4) O que se entende por “discurso dialético”?


 

O DISCURSO ORATÓRIO

·      ESTRUTURA DA EXPOSIÇÃO

     Independentemente do tema e do arranjo dos assuntos ou sub-temas, toda a exposição precisa estar estruturada em suas Partes Fundamentais: Exórdio, Desenvolvimento e Peroração.

·      EXÓRDIO

     Contendo a introdução do discurso, objetiva “ganhar a simpatia do juíz (ou, em sentido mais amplo, do público) para o assunto do discurso”. Não obstante o exórdio apresentar-se ora simples e direto, ora impetuoso e veemente, ora insinuante e humilde, há de ater-se imediatamente ao tema em questão e observar a doutrina do decorum, isto é “a harmônica concordância de todos os elementos que compõem o discurso ou guardam alguma relação com ele.” No geral, o exórdio encerra duas partes:

     1º)     a proposição: que consiste no enunciado do tema ou assunto, e

     2º)     a divisão, vale dizer, a enumeração das partes que totalizam o discurso e, portanto, assinalam o caminho a seguir pelo orador. 4

·      DESENVOLVIMENTO

     Quanto ao desenvolvimento, bifurca-se em narração e argumentação.

·      NARRAÇÃO

     Consiste na exposição minuciosa, parcial, encarecedora, do que de modo sintético e direto se expressa na proposição: o orador seleciona os fatos que convém à sua causa e focaliza-os da perspectiva que mais lhe favorece o intento, emprestando relevo a alguns e minimizando outros, de acordo com o interesse do momento.

·      ARGUMENTAÇÃO

     É a parte nuclear e decisiva do discurso, e vem já preparada pelo exórdio e pela narração. Para exercer seu efeito no conjunto do discurso, a argumentação deve conter uma ou mais provas, ou seja, um ou mais argumentos, calcados no raciocínio e no princípio da dedução: o silogismo, a dialética e o paradoxo. A argumentação pode conter exemplo, ou melhor, prova trazida de fora.

·      BENE DICERE

     Dado que a virtude mais geral do discurso se encontra contida no  advérbio bene dicere, e o fim mais geral do discurso consiste em persuadere, o objetivo específico do desenvolvimento reside no ensinar (docere), agradar (delectare) e comover (movere). 4


 

·      PERORAÇÃO

     Encerra duas partes:

     1ª)     A recapitulação, mediante a qual o orador “refresca a memória” da audiência, e

     2ª)     A afetividade, já que “a peroratio” é a última oportunidade de dispor o juiz (público) em sentido favorável à nossa causa e de influir nele em sentido desfavorável à parte contrária.

     Entretanto, qualquer que seja o número de partes considerado, a peroração identifica-se pela brevidade: “a virtus básica da peroratio é a brevitas”.

QUESTÕES

1) Qual o objetivo do exórdio?

2) Em que consiste o desenvolvimento do discurso?

3) O que encerra a lei de argumentação?

4) O que se deve enfatizar na peroração?


 

ROTEIRO PARA MONTAGEM DE UMA PALESTRA

Título da Palestra:

Idéia Central:

 

 

                                               Etimologia da palavra

     Introdução ou                   Resumo histórico

     Exórdio:                            Conceito e definição

                                               Recordar algo anterior

Tópicos do Tema:

(Desenvolvimento)

 

 

 

 

 

 

 

                                               Resumo do que foi dito

     Conclusão ou                   Apelo à ação

     Peroração:                       Frase de efeito

                                               Evitar: é só isso, é o que tinha a dizer, etc.

     Bibliografia:                      Indicar o título, o autor, a edição, a editora, o ano de publicação e as páginas das obras consultadas.


 

ESQUEMA GRÁFICO DO DISCURSO

 

 

Exórdio

 

Atenção

Docilidade

Benevolência

 

 

 

Coração

 

 

 

 

     Afirmação

         (I.M.)

           +

       Prova

  a) Confirmação

  b) Refutação

 

 

 

 

Cérebro

 

 

 

Peroração

 

Resumo

Reafirmação

Reforço

 

 

 

Coração

 


 

CONFIANÇA E DETERMINAÇÃO

·      CONFIANÇA EM SI

     Malogros. Quem não os sofre? Estímulo. Se nós não nos ampararmos, quem nos amparará? E diga cada um dentro de si mesmo: “Se eu não tiver confiança em mim, quem terá confiança? Posso realizar muitas coisas. Memorizemos o que temos feito. Se posso fazer isto, por que não poderei fazer mais?” “Quem sabe”, “talvez seja”, “aliás”, “pode ser”, “julgo que”, “tudo parece indicar que” são palavras que revelam insegurança. Evitemo-las.[6]

·      REQUISITOS NATURAIS DO ORADOR

     Deve aquele que fala possuir temperamento expansivo para comunicar por meio da palavra, as idéias e os fatos; manter o máximo a serenidade de espírito e o domínio de si mesmo; possuir sensibilidade apurada, que o faça capaz de perceber rapidamente o efeito de suas palavras no espírito dos ouvintes; ter firmeza nas convicções e expô-las de modo veemente; conhecer amplamente o assunto de que vai tratar e ter suficiente cultura geral para eventuais digressões, ou para reforçar a sua exposição; possuir certo magnetismo pessoal e usar de atenciosa amabilidade para com os que o escutam.[7]

·      ESTÍMULO

     Você não é a única pessoa que tem medo de falar em público. Pesquisas universitárias norte-americanas comprovaram que 80% ou 90% das pessoas temem falar em público. Acredite no que vai dizer. A dúvida deita raios de morte. Fale ao cérebro e ao coração. Enriqueça seu vocabulário, lendo com dicionário. O conhecimento vocabular é fundamental. Não abale convicção diretamente; vá devagar sem impor pontos-de-vista. Como se fala e não  o que se fala é que prende o auditório. A assembléia detesta quem fala mole e linearmente.

·      DOMÍNIO DO AUDITÓRIO

     O público aprecia os homens de atitude serena e corajosa, os que sabem falar com bom timbre e com triunfante galhardia, pois se convence tanto pelas maneiras do orador quanto pela exposição de suas idéias. Sendo assim, para dominar o auditório, o tribuno deve ter o espírito de autoconfiança, com o que poderá vencer a timidez natural, evitar o excesso de reflexão, não sentir a dificuldade de concentração, manter afastadas de si a suscetibilidade e a impulsividade.[8]

·      VENCENDO O MEDO

     Antes de subir ao tablado, respirar lenta e profundamente, relaxar os músculos, manter-se altivo, curvando-se um pouco; em seguida, subir ao tablado rapidamente e começar afalar, fixando o pensamento apenas no assunto do discurso. Após as primeiras frases, o receio desaparecerá por completo. Para isto, o principiante deve tomar algumas precauções, tais sejam, não falar de estômago vazio, o que tende a aumentar a intensidade das reações psicológicas; enfrentar, primeiramente, um auditório que possa ser favorável ao seu sucesso para que adquira energia e confiança, com os quais se apresentará em futuras oportunidades.8

QUESTÕES

1) Como adquirir confiança em si mesmo?

2) Quais são os requisitos naturais do orador?

3) Que tipo de atitude devemos ter para dominar o auditório?

4) Como o principiante deve vencer o medo?


 

DICÇÃO E IMPOSTAÇÃO DA VOZ

·      AUTO-CONSCIÊNCIA

     Conhecer a própria voz e suas possibilidades será a primeira atitude do expositor que deseje educá-la, para que se faça agradável a quem ouve. A experiência de pessoas que ouviram a própria voz gravada é de que a maioria manifesta estranheza, onde se conclui que a maioria desconhece os recursos verbais de que dispõe. 3

·      RESPIRAÇÃO

     A base da voz é a respiração. A respiração correta é aquela que   enche os pulmões de ar, aumentando o fôlego. Para isso, deve-se respirar através do  diafragma, ou, pela barriga. Pulmões repletos permitem um alcance maior de voz, que, assim, ganha em poder. Educar a saída do ar. A garganta e a boca devem se abrir farta e tranqüilamente, ao falar; todos os músculos faciais e o aparelho de fonação necessitam estar relaxados, para evitar mudanças e defeitos de voz, como hipertonia vocal (falar alto em demasia) ou hipotonia (falar muito baixo). 3

·      PRONÚNCIA, PONTUAÇÃO E ENTONAÇÃO

     Pronúncia - dizer as palavras inteiras, evitando “engolir” sílabas, sobretudo as de final de frase, mantendo ritmo e tonalidade.

     Pontuação - é profundamente vinculada à respiração. O ideal é dizer o texto em tom conversativo, de modo natural e respirando nos pontos e pontos-e-vírgula.

     Entonação - o “colorido” da voz que deverá variar, de maneira a não tornar monotona a palestra, cansando o público. Há vários tipos de tonalidade, que podem ser treinados pelo expositor: a voz de ouro, de prata, de bronze e de veludo. 3

·      SINAL ENFÁTICO

     O orador deve saber não apenas entonar a voz de acordo com a emoção do assunto, mas precisa também dar às palavras a ênfase que merecem. Uma frase pode ter seu sentido completamente adulterado, se não colocarmos o sinal enfático no lugar certo. Atentando na pergunta: “Você abriu a porta?”, se a ênfase for dada a  você, a pessoa indagada será influenciada a responder: “Sim, eu”. No caso de  abriu, ela responderá: “Sim, abri” e em  porta, ela retrucará:  “Sim, foi a porta” 3

·      UM EXEMPLO

     Analisemos a seguinte frase: “Lá os vi, em uma sala menor, talvez que metade desta, seis, ou oito, sentados nas camas onde dormiam”. Lá os vi (pausa, ergue-se um pouco a voz, quando se pronuncia a sílaba  vi); em uma sala menor (no em uma volta-se ao tom anterior, erguendo-se quando da última sílaba nor, no mesmo tom da anterior vi); talvez que metade desta (aqui estamos num parêntese, o tom deve descer para diferenciar-se bem do tom das palavras anteriores, baixando-se a voz em desta, e pausa curta); seis, ou oito (volta-se ao tom anterior, aumentando-lhe um pouco quando se pronuncia) ou oito (prolongando-se na sílaba oi; pausa); sentados nas camas onde dormiam (baixa-se a voz, prolonga-se na sílaba ta, pronunciando-se o resto da frase em tom normal,  baixando afinal em  iam,  pois é o fim do período). 6

·      EDUCAÇÃO DA VOZ

     Segundo Emmanuel, deveríamos “educar a voz, para que se faça construtiva e agradável”. Quem se preocupa com a palavra, aumenta suas chances como orador. 3

QUESTÕES

1) Qual o seu tipo de voz?

2) Ao falar você percebe a sintonia entre respiração e entonação?

3) Como você dá ênfase às palavras?

4) Você está educando sua voz? Como?


 

EXERCÍCIO: RESPIRAÇÃO E DICÇÃO

·      RESPIRAÇÃO

     1)      Expirar contando em voz alta: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 ..... até 60.

     2)      Inspirar e expirar várias vezes lentamente: P B T D G Q (exercício de domínio da expiração). Estas são as consoantes “oclusivas”, as que gastam mais ar na pronúncia.

     3)      Ginástica Respiratória

              a)    Inspirar profundamente;

              b)    Durante a respiração subsequente, emitir distintamente um verso de doze sílabas, dos chamados alexandrinos (Ex.: “O sol da perfeição é que ilumina os gênios”); em seguida, emitir duas vezes esse mesmo verso a fim de desenvolver a faculdade de economizar o fôlego quando estiver falando.

·      DICÇÃO

     1)      Vogais

              I - Rififi de piriquiribi viril chincrin e tiguimirim, inimissíssimos de pirlimpimpim. Imbiri incio, pirim, quis distinguir piquiritis de chibis miris, timbris de dissímil piriquiti.

              U - O grugru dos murututus, mutuns, tuputus, jutus, juburus e urutumuns. O lusco-fusco do morundu do sul púrpuro de lux. O zumzum do fundo do mundo é imundo.

     2)      Ditongos, Tritongos e Hiatos

              (Ler soletrando cada vogal, antes de juntá-las em palavras)

              AI - A gaita do pai de Adelaide está embaixo da caixa.

              UI - Fui colher flores ruivas e azuis nos pauis.

              AIO - O lacaio do cavalo baio leva o balaio de paio.

              OIA - Aribóia via a jibóia que boiava na pitimbóia.

     3)      Consoantes

              M - O mameluco melancólico meditava e a megera megalocéfala, macabra e maquiavélica mastigava mostarda na maloca miasmática. Migalhas minguadas de moagem mitigavam míseras meninas.

              R - O rato, a ratazana, o ratinho, roeram as rútilas roupas e rasgaram as ricas rendas da rainha dona urraca de rombarral.

              S - Sófocles soluçante ciciou no Senado suaves censuras sobre a insensatez de seus filhos insensíveis. Suave viração do Sueste passa sussurrante sobre sensitivas silenciosas.


 

     4)      Encontros Consonantais

              CR - O acróstico cravado na cruz de crisólidas da criança areana criada na creche é o credo católico.

              PR - Um prato de trigo para um tigre, dois pratos de trigo para dois tigres, três pratos de trigo para três tigres ... dez pratos de trigo para dez tigres.


 

GESTUALIDADE

·      GESTUALIDADE E PROXÊMICA

     A gestualidade é o comportamento do corpo que abrange gestos (em movimento) e atitudes ou posturas (parados). É a linguagem do corpo: “sermo corporis” O Corpo fala através de gestos e atitudes que acompanham significativamente a pronunciação. Dentro da gestualidade se destaca uma nova área de investigação: a proxêmica.

     A proxêmica estuda a significação da gestualidade em relação com o espaço. O orador se movimenta no espaço entre ele e o público de modo pertinente. Ora se situa num plano mais elevado ou mais baixo ou no mesmo nível; ou se distancia ou se aproxima com segundas intenções. 5

·      GESTO

     Ato ou ação por meio do qual se dá força às palavras. deve ser feito sem exagero e sem excessos, isto é, com naturalidade e elegância. Lembrar sempre que ele é apenas a essência, tão somente, do que se quer exprimir. Deve preceder à palavra ou acompanhá-la, nunca sucedê-la. Se anteceder, prepara o efeito da palavra; se acompanhá-la, reforça-a; se suceder, perde sua força.[9]

·      POSTURA, OLHAR E MANEIRISMOS

     Evite-se a postura displicente, como falar sentado na cadeira ou encostado em alguma coisa. Jamais sentar-se sobre a mesa. O olhar do expositor deve percorrer a platéia inteira, não circunscrevendo a atenção para esse ou aquele lado, em especial. Evitar os maneirismos, isto é, torcer os dedos, mexer na roupa, estalar os dedos, esfregar as mãos, bater palmas ou tocar amiudamente objetos sobre a mesa.3

·      GESTOS DA CABEÇA, DOS DEDOS E DAS MÃOS

     Cabeça

     Se pender, indica humilhação; muito elevada, arrogância; caída para os lados, lassidão; se firme, imobilizada, olhar fixo, lábios fechados, dará a impressão de energia feroz.

     Dedos

     Devem permanecer levemente abertos e curvados. O dedo indicador em riste é acusador; unido ao polegar é doutoral, de quem ensina; abertos o polegar, o indicador e o médio, é o gesto de quem explica, explana.

     Mãos

     O movimento das mãos deve ser sóbrio, variado, evitando o movimento nervoso. 9


 

·      ALGUNS GESTOS FUNDAMENTAIS

     Repelir

     Recuar um pouco o peito, erguer a cabeça, gesto da palma da mão volvida para baixo até a altura do peito;

     Defesa

     Erguem-se as mãos à altura do peito, palma aberta para fora;

     Desolação

     As mãos caem, palmas abertas para fora;

     Pedir

     Quando se pede, elevam-se as mãos até o peito, palmas para cima, movimento trêmulo;

     Aceitar

     Leve avanço da cabeça que baixa, peito para frente, palma da mão aberta para cima, até a altura do peito. 9

·      ESPONTANEIDADE

     Nem prender as mãos, tornando-as imóveis, nem lançando-as para trás, imobilizando-as, nem adotando gesticulação teatral exagerada. A melhor atitude perante os próprios gestos é esquecer as mãos, e falar com naturalidade, deixando que elas procedam como procedem quando conversamos. 3

QUESTÕES

1) O que se entende por gestualiade e proxêmica?

2) Como devem ser feitos os gestos?

3) Que tipo de postura você considera displicente?

4) Não há regras para os gestos, senão a espontaneidade. Explique.


 

LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO

·      HISTÓRIA DAS PALAVRAS

     A história da origem de uma palavra é a história da sua raiz. Buscando a origem dos vocábulos, adquirimos elementos que nos poderão fornecer amplo e proveitoso vocabulário. não se manuseia um dicionário apressadamente. É necessário que se examinem bem os sinônimos e a maneira como são aplicados. Há palavras que só devem ser empregadas corretamente por quem as compreenda.[10]

·      ETIMOLOGIA E SEMÂNTICA

     Etimologia é a ciência que investiga as origens próximas e remotas das palavras e sua evolução histórica. Do grego etymon (étimo) vocábulo que é origem de outro.

     Semântica é o estudo das mudanças que no espaço e no tempo, experimenta a significação das palavras consideradas como sinais das idéias: semasiologia; semiologia. Do grego sêma-tos, sinal, marca, significação.

·      RADICAIS GREGOS E LATINOS

     Raiz é o elemento irredutível e comum a todas as palavras da mesma família. Ex. noit - anoitecer;

     Radical é parte significativa do vocábulo. Tele e fone são os radicais que compõem a palavra telefone.

     Radicais Gregos

     Agro (campo); nomo (lei, regra)

     Agronomia - conjunto de ciências que regem a prática da agricultura.

     Auto (próprio), bio (vida), grafo (escrita)

     Autobiografia - descrição da própria vida.

     Radicais Latinos

     Fide (fé)

     Fidedigno - merecedor de fé

     Ignis (fogo)

     Ignição - estado dos corpos em combustão10

·      VÍCIOS DE LINGUAGEM

     Os cacoetes linguísticos são palavras ou partículas usadas com muita insistência para encerrar a frase ou para continuá-la. Eis alguns: Tá, né?  Entende?  Sabe?  Percebe?  Uai... Da mesma forma, há quem abuse de a  gente isso, a  gente aquiloa gente chegou, a  gente pediu, etc. Evitar o uso constante de  a nível de, enquanto que,  de repente, etc.


 

·      O BOM PORTUGUÊS

     O orador é aquele indivíduo que deve estar sempre se aperfeiçoando no uso da palavra. Neste sentido todo o som desagradável, os cacófatos, devem ser suprimidos. Do mesmo modo são as redundâncias e a má concordância gramatical.

·      SINONÍMIA

     O orador, a fim de enriquecer o seu vocabulário deve se exercitar em anotar uma palavra e escrever todos os termos a ela correlacionados. Depois, formar frases a partir de cada palavra escrita.

QUESTÕES

1) O que significam etimologia e semântica?

2) Qual a importância do estudo dos radicais gregos e latinos?

3) Quais os vícios de linguagem mais comuns?

4) Como expressar bem a língua portuguesa?


 

EXERCÍCIO: MEMÓRIA E ENRIQUECIMENTO VOCABULAR

·      MEMÓRIA

     1)      Olhar um objeto, fechar depois os olhos e passar a descrevê-lo mentalmente. Abrir logo após os olhos, e verificar o que esquecemos e o que lembramos.

     2)      Abrir as páginas de um jornal, ler os cabeçalhos; fechar em seguida os olhos, e rememorar mentalmente.

     3)      Ler um pensamento, duas, três, quatro vezes. Depois repita-o de cor. Obtida a memorização, medite sobre ele.

     4)      Há à sua frente um grupo de pessoas. Observe-as. Imediatamente procure recordá-las na ordem em que estão da direita para a esquerda e vice-versa. verifique logo depois se acertou ou errou.

     5)      Ao assistir a uma palestra ou conferência, ou ao ler um artigo, etc., faça logo, de memória, uma síntese, e preferentemente a escreva.

·      ENRIQUECIMENTO VOCABULAR

     1)      Estude lógica e dialética para aprender os meios de correlacionar os conceitos com todos os que tem afinidade com eles.

     2)      Pegue um termo qualquer, e depois, escreva tudo o que lhe possa corresponder (verbos, adjetivos, etc.).

     3)      Escolha uma palavra. Em seguida, escreva todas as que se lhe correlacionam, explicando-as. Depois, forme frases com elas.

·      EXEMPLOS

     1)      AGIR

              (Do latim agere, actum) - levar diante de si, agir, fazer. Dela advém activo, aquele que se agita muito; acção, realização do ato; agente, tudo aquilo que se agita de maneira a produzir um efeito determinado; agitador, aquele que cria a agitação... chegar a 20 correlatos.

              Frase: Não confundir atividade com agitação.

     2)      ORAÇÃO

              (Do latim orationem, discurso, derivado de orare, falar, falar, orar, o que vem de OS, ORIS, boca) significa, de maneira geral linguagem escrita ou falada. O sentido mais habitual hoje em dia é aquele de prece endereçada a Deus e aos santos, pois orar à divindade, é falar a ela. Dela advém  orador, homem que pronuncia um discurso, uma oração; oratória, tudo aquilo que se relaciona ao orador; peroração, parte final de um discurso... chegar a 20 correlatos.

              Frase: Um orador deve ser apto para falar sobre qualquer tema e em qualquer ocasião.


 

     3)      JUSTIÇA

              (Do latim justitia). Conformidade com o direito; a virtude de dar a cada um aquilo que é seu. Dela advém justo, conforme à justiça, julgamento, ato de julgar; Direito, Ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade... chegar a 20 correlatos.

              Frase: A justiça tarda mas não falha.


 

MÉTODOS DE ENSINO

·      MÉTODO

     Do grego méthodos - “caminho para chegar a um fim”. Processo ou técnica de ensino. O método depende dos propósitos que se tenha, da habilidade do professor ou líder, da disposição do aluno, do tamanho do grupo, do tempo disponível e dos materiais de trabalho.

·      PRELEÇÃO

     É o método clássico, onde o orador faz seu discurso diante do auditório. Usa-o quando vai dar informação, quando os discípulos já estão interessados e quando o grupo é demasiado grande para empregar outros métodos. Vantagens: transmissão de grande quantidade de informações em pouco tempo; pode ser empregado com grupos grandes; requer uso de pouco material. Limitações: impede que o aluno participe contestando; dificulta o poder de retenção; poucos conferencistas são bons oradores.[11]

·      DINÂMICA DE GRUPO

     É a divisão de um grupo grande em diversas equipes. Estas equipes discutem problemas já assinalados anteriormente, geralmente com o propósito de informar depois ao grupo maior. Usa-o quando o grupo é demasiadamente grande para que todos os membros participem; quando se exploram vários aspectos de um assunto; quando o tempo é limitado. Vantagens - estimula os alunos tímidos; desperta um sentimento cordial de amizade; desenvolve a habilidade para dirigir. Limitações - pode ser o resultado de um conjunto de deficiência; os grupos podem desviar-se do assunto em questão; a direção pode ser mal organizada. 11

·      DEBATE ORIENTADO

     O debate é o método no qual os oradores apresentam seus pontos de vista e falam pró ou contra uma determinada proposição. Use-o quando os assuntos requeiram sutileza; para estimular a análise; para apresentar diferentes pontos de vista. Vantagens - apresenta os dois aspectos de um problema; aprofunda os assuntos em discussão; desperta o interesse. Limitações - o desejo de “ganhar” pode ser demasiadamente enfatizado; requer muita preparação; pode produzir demasiada emoção. 11

·      OUTROS MÉTODOS

     Maiêutica - método socrático, onde o instrutor desenvolve sua exposição fazendo perguntas aos alunos. Deve-se evitar o pseudo-diálogo;

     Cochicho - durante a aula, permitir que pares de alunos conversem sobre o tema em questão;

     Brain storming - deixar espaço para a criatividade, onde cada aluno é livre para falar o que quiser, sem medo de reproche;

     Exame - é considerado um método, porque permite ao aluno reorganizar a matéria dada.

·      DIDÁTICA

     O expositor deve ainda se munir de cartazes, do quadro negro e dos recursos audio-visuais disponíveis. Deve evitar a metodomania, lembrando que todos esses métodos apontados são meios. A finalidade maior é a transmissão do conhecimento. Cuidemos para que seja bem objetiva e proveitosa.

QUESTÕES

1) Do que depende a aplicação de um método de ensino?

2) Escolha um método de ensino. Defina-o, dê sua utilização e descreva suas vantagens e desvantagens.

3) Evitar a metodomania. Comente.

4) Que tipo de método é melhor para você?


 

RELAÇÃO DE TEMAS PARA O EXERCÍCIO DA ORATÓRIA

01)         Consolador Prometido

02)         Reencarnação

03)         Morte

04)         Jugo Leve

05)         Ressurreição e Reencarnação

06)         Orgulho e Humildade

07)         Deixai Vir a Mim as Criancinhas

08)         Escândalos: Cortar a Mão

09)         Obediência e Resignação

10)         Fé: Mãe da Esperança e da Caridade

11)         Mundos Superiores e Inferiores

12)         Não Colocar a Candeia Debaixo do Alqueire

13)         Céu, Inferno e Purgatório

14)         Justiça Humana e Justiça Divina

15)         Alternativas da Humanidade em Relação ao Mundo Espiritual

16)         Parábola dos Talentos

17)         Espírito

18)         Mediunidade

19)         Inteligência e Instinto

20)         Perturbação Espírita

21)         Não Vim Trazer a Paz, Mas a Espada

22)         Desigualdade das Riquezas

23)         Pobre de Espírito

24)         Justiça, Amor e Caridade

25)         Deus e Mamon

26)         Missão do Homem Inteligente na Terra

27)         Convidar os Pobres e os Estropiados

28)         Carregar a Cruz - Quem Quiser Salvar a Vida, Perdê-la-á

29)         A Prece

30)         Injúrias e Violências


 

 


 

Bibliografia Consultada

 

___________________________

 

1 Mira Y López, Emílio

Cómo Estudiar y Cómo Aprender. Buenos Aires, Editorial Kapelusz y Cía, 1948

 

2 R.O.D.S.E. Reuniões de Orientação a Dirigentes de Sessões Espíritas. São Paulo, F.E.E.S.P. / Área Federativa S/D/P

 

[3] Signates, Luiz

Caridade do Verbo - Métodos e Técnicas de Exposição Doutrinária Espírita. Goiânia, Federação Espírita do Estado de Goiás, 1991

 

[4] Moisés, Massaud

Dicionário de Termos Literários. 5ª ed., São Paulo, Cultrix, 1988

 

[5] Triangale, Dante

Introdução à Retórica - A Retórica Como Crítica Literária. São Paulo, Duas Cidades, 1988.

 

[6] Santos, Mário Ferreira dos

Técnica do Discurso Moderno. 4ª ed., São Paulo, Logos, 1959

 

[7] Edipe - Enciclopédia Didática de Informação e Pesquisa Educacional. 3ª ed., São Paulo, Iracema, 1987

 

[8] Barbosa, Osmar

A Arte de Falar em Público. Rio de Janeiro, Edições Ouro, S/D/P.

 

[9] Santos, Mário Ferreira dos

Curso de Oratória e Retórica. 7ª ed., São Paulo, Logos, 1959

 

[10] Barbosa, Osmar

Como Adquirir Um Poderoso Vocabulário em 30 Dias. Rio de Janeiro, Edições Ouro, 1979

 

[11] Leroy, Ford

Pedagogia Ilustrada Tomo I : Princípios Generales. 3ª ed., S/L/P, Editorial Mundo Hispano, 1976

 

São Paulo, abril de 1999

Copyright © 2010 por Sérgio Biagi Gregório
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